Cidade Fantasma do Ararapira

 Cidade Fantasma do Ararapira

 

Ararapira é o nome de um vilarejo histórico localizado no município de Guaraqueçaba, litoral norte do Estado de Paraná.

 

São José do Ararapira foi fundadas pela coroa portuguesa, Capitania de São Paulo, século XVIII.

 

Ararapira localizava-se num ponto estratégico: meio caminho entre Iguape e Paranaguá, passagem obrigatória de todos os viajantes entre São Paulo e Curitiba.

 

Entreposto, Ararapira cresceu e prosperou com o comércio da região até meados do séc 19, enquanto Iguape era um porto mais importante e com mais movimento do que Santos.

 

Nos anos trinta do século XX, a vila, habitada por cerca de 500 famílias, era servida por diversas casas de comércio e diversas padarias. Um motor a diesel fornecia energia

 

No século XX, as estradas pelo interior absorveram todo o tráfego entre São Paulo e Curitiba. E com a abertura do canal do Varadouro na década de 40, a cidade perde muito de sua ‘importancia estratégica’.

 

São José do Ararapira é hoje uma vila abandonada, mas a Festa de São José continua a ser comemorado na pequena igreja e seu cemitério continua sendo usado pelas comunidades da região.

 

Caminhada Noturna pelo Centro de São Paulo.

Caminhada Noturna pelo Centro de São Paulo.

Balanço de final de ano

A equipe da Araribá está muito feliz com o ano de 2o10. Pelos amigos que fizemos, pelas viagens e roteiros novos, inclusive os ‘velhinhos’ que rejuvenesceram, depois de novas inspeções, parcerias e descobertas.
Atingimos muitas das nossas metas em 2010 e algumas aconteceram sem que ao menos imaginássemos que estariam por vir!
Marcamos um pionerismo em roteiros internacionais para estudo da língua espanhola e cultura latino americana, com viagens para a Argentina: Buenos Aires, Mendoza e El Calafate.

Estivemos presentes em destinos que há muito tempo trabalhamos, como o PETAR (Parque Estadual do Alto do Ribeira em Iporanga | SP), o PEIC (Parque Estadual da Ilha do Cardoso em Cananéia | SP), o Parque das Neblinas (Bertioga | SP), as Cidades Históricas de Minas Gerais (Mariana, Tiradentes, Ouro Preto, Congonhas, São João del Rei| MG) e o nosso Roteiro São Paulo Histórico (centro velho de São Paulo | SP).Firmamos uma parceria com a Rede Turisol e o Projeto Bagagem, privilegiando e incentivando o turismo comunitário, principalmente em áreas de proteção ambiental, aliando a preservação do meio com a sustentabilidade da população local, com geração de renda pelo turismo cultural, ecológico, ou simplesmente social.

Nossas metas para 2011 são ainda mais ambiciosas… participe!

FELIZ 2011!


Araripe

Algumas palavras-chaves sobre a Chapada do Araripe…

Sertão nordestino, cultura, arte, caatinga, cerrado, Flona Araripe-Apodi, Fundação Casa Grande, movimento juvenil, educação não-formal, Nova Olinda, arqueologia, Homem Kariri, pintura rupestre, Padre Cícero, Juazeiro do Norte, romarias, religiosidade, Lira Nordestina, xilogravuras, Mestre Noza, Santana do Cariri, fósseis, Geoparque do Araripe, história natural, Crato, Pontal, Assaré, Patativa, Pontos de Cultura, Exu, Luiz Gonzaga, Barbalha, engenhos de rapadura, aves, mitos …

Santana do Cariri

Santana do Cariri

Região rica em relevo e história natural, única no mundo a ponto de ter o primeiro Geoparque brasileiro, ou seja, ser designada à proteção da geodiversidade: fósseis, relevo, rios, pinturas rupestres…

Pontal

Pontal

Região que tem, coincidentemente, a primeira Floresta Nacional (FLONA) do país, também uma área de proteção da biodiversidade, onde a caatinga, o cerrado e a mata-atlântica se encontram.

Em Nova Olinda / CE, uma das cidades do nosso roteiro, conhecemos a Fundação Casa Grande, exemplo de educação não-formal de jovens, centro irradiador de cultura e de desenvolvimento humano no sertão. A Fundação Casa Grande é uma referência em Turismo Comunitário, muito bem estruturada, permite que o visitante se aproxime intensamente da vida local, hospedando-se na casa das mães dos jovens que participam do projeto deixando de ser um mero espectador, participando do dia a dia destas pessoas que nos convidam a conhecer sua cultura, culinária, artesanato, cotidiano … e hospitalidade.

Fósseis do Araripe
Fósseis do Araripe – DNPM -Crato

Museu Homem do Cariri

Museu da Fundação Casa Grande

Salão do Turismo

Dino coordena mesa sobre Turismo de Base Comunitária.

Projeto Morrinhos.

A Araribá participou do 5º Salão do Turismo convidada pelo Ministério do Turismo para coordenar uma mesa de discussão sobre o turismo de base comunitária. A Araribá engajou-se ativamente neste movimento, realizando pesquisas e desenvolvendo roteiros junto às comunidades tradicionais.

Comunidades Quilombolas

A Araribá esteve presente no 1º Encontro Nacional de Turismo em Comunidades Quilombolas. De 7 a 10 de junho, representantes comunitários, do governo, da sociedade civil, ONGs e empresários reuniram-se em Registro (SP) para discutir as políticas do turismo em comunidades quilombolas com troca de experiências e construção de visão de futuro. Foi muito importante dialogar com estes atores e poder afirmar nossa proximidade e real intenção de participar ativamente da história do turismo de base comunitária no país.

Barbados


Comunidade de Barbados: início de um contato promissor com a comunidade local, formada basicamente por pescadores que ainda preservam sua rica cultura.

Localizada no  Estuário de Paranaguá, estado do Paraná: a região tem avifauna única com bandos de papagaios chauás considerados em extinção [Amazona rhodocorytha], ninhal de biguás, colhereiros (contei 10 deles), Martim-pescadores. Os botos também sempre estão por lá, personagens indispensáveis nesse roteiro

Canoa de madeira, sotaque característico da região que combina muito bem com o Fandango cantado por artista de capa de livro, com rabeca feita de ‘pau’ de caxeta e araribá (!!!), e cataia, muita cataia.

O calor durante o verão é forte, altas temperaturas e altíssima umidade … resultando em noites com belas tempestades de raios.


 

Barbados reserva algumas surpresas, como o legado artístico do suíço Wilhelm Michaud que trocou Vevey pelo Superagui por volta de 1850. Suas pinturas e gravuras retratam uma época que muito mudou, num lugar que pouco mudou.