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Caminhada Noturna pelo Centro de São Paulo.

Caminhada Noturna pelo Centro de São Paulo.

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Araripe

Algumas palavras-chaves sobre a Chapada do Araripe…

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Santana do Cariri

Santana do Cariri

Região rica em relevo e história natural, única no mundo a ponto de ter o primeiro Geoparque brasileiro, ou seja, ser designada à proteção da geodiversidade: fósseis, relevo, rios, pinturas rupestres…

Pontal

Pontal

Região que tem, coincidentemente, a primeira Floresta Nacional (FLONA) do país, também uma área de proteção da biodiversidade, onde a caatinga, o cerrado e a mata-atlântica se encontram.

Em Nova Olinda / CE, uma das cidades do nosso roteiro, conhecemos a Fundação Casa Grande, exemplo de educação não-formal de jovens, centro irradiador de cultura e de desenvolvimento humano no sertão. A Fundação Casa Grande é uma referência em Turismo Comunitário, muito bem estruturada, permite que o visitante se aproxime intensamente da vida local, hospedando-se na casa das mães dos jovens que participam do projeto deixando de ser um mero espectador, participando do dia a dia destas pessoas que nos convidam a conhecer sua cultura, culinária, artesanato, cotidiano … e hospitalidade.

Fósseis do Araripe
Fósseis do Araripe – DNPM -Crato

Museu Homem do Cariri

Museu da Fundação Casa Grande

Salão do Turismo

Dino coordena mesa sobre Turismo de Base Comunitária.

Projeto Morrinhos.

A Araribá participou do 5º Salão do Turismo convidada pelo Ministério do Turismo para coordenar uma mesa de discussão sobre o turismo de base comunitária. A Araribá engajou-se ativamente neste movimento, realizando pesquisas e desenvolvendo roteiros junto às comunidades tradicionais.

Igatu

Localizada na Chapada Diamantina, Serra do Sincorá, Município de Andaraí (BA), a pacata Xique-Xique do Igatu foi uma cidade mineira, fonte de diamantes, abandonada quando este se esgotou. Destaca-se como local de interesse em geoconservação da história da mineração do Brasil.

Início da trlha da Rampa do Caim

Mapa Google de localiação da Rampa do Caim

Ruínas de Igatu :: tempo do garimpo ::

Tombada pelo IPHAN, renasce para o turismo científico multidisciplinar: há muita coisa interessante para biólogos, geólogos, geógrafos, historiadores, arqueólogos, sociólogos, estudantes, amadores … quem quiser.

Ruínas de abrigo garimpeiro.

Como em Serra Pelada | PA, ou qualquer outra área de mineração, o que importa é minerar, o resto é perda de tempo. Então o segredo para ganhar dinheiro num garimpo é vender comida ou qualquer outra coisa que possa ser comprada (é só lembrar-se do filme dos Trapalhões na Serra Pelada ou das famosas aventuras do Tio Patinhas na corrida do ouro pelos garimpos de Yukon, Alasca).

 

Eram estes lugares os principais alvos na busca de sedimentos misturados com diamantes.

Igatu é o início da caminhada da Rampa do Caim, lindo caminho que passa por antigas lavras de diamante, abrigos e casas de garimpeiros. E é nítido o tamanho do estrago deixado pelas atividades realizadas há mais de 150 anos.

 

A cor da água é causada pela influência da vegetação, sendo equívoca a sua relação com a presença de "ferro" na água.

Trata-se de uma trilha privilegiada porque se caminha pela parte alta na serra, em altitudes superiores a 900 metros, acima de vales profundos (rios Paty, Paraguaçu, entre outros). As rochas que ilustram grande parte desta trilha são arenito e conglomerados com cerca de 1,5 bilhões de anos (giga anos)

Vista da região chamada Marimbus

Certamente a flora e a fauna originais já não existem mais. As atividades de garimpo e mineração realizadas por lá foram tão agressivas e contundentes que foram revirados quase todos os seixos, grãos de areia, margem de rios e riachos (qualquer curso de água), e conglomerados que pudessem ter um pontinho de diamante.

 

Adam´s inspired

Serra do Sincorá :: uma influência do maestro Ansel Adams ::

Pesca do Mero

Estaleiro na praia

Estaleiro na praia de Lençóis de Cururupu.

Você alguma vez teve aquele sentimento de querer ir parar em algum lugar totalmente inusitado no mapa?

Algum lugar sobre o qual você não saiba muita coisa, mas que naquele pedaço de papel parece ser muito interessante e promissor. Bem, eu já tive esta “sensação” muitas vezes, mas consegui por em prática esta impulsão algumas poucas vezes.

Estaleiro na praia

Nascer do sol em Lençóis de Cururupu

Uma delas foi quando, viajando com um grande amigo, descobrimos a Baixada de Tutóia, localizada nas Reentrâncias Maranhenses… e tentamos chegar na mística Ilha de Lençóis de Cururupu.

Mapa de localização da Ilha de Lençóis de Cururupu.

By Google.

Ao mover o zoom, poderá ver como é entrecortado e irregular o litoral entre a cidades de São Luis e Belém. Detalhes nos canais estuarinos de escoamento da gigantesca amplitude de maré  que enche e “vaza” os Apicuns e manguezais da região.

Local onde as lendas sobre o sumiço e o retorno de Dom Sebastião se misturam com lendas indígenas e africanas, contadas por pescadores tradicionais albinos, em uma duna nos arredores da vila … que deve ter uma centena de habitantes, casas de madeira e palha, ruas de areia, campo de futebol cheio de buracos de caranguejos e um poço de água incrivelmente potável distribuída manualmente por mulheres e crianças.

Para chegar a Ilha dos Lençóis do Cururupu, Maranhão, pegamos carona na ‘nave mãe’ de pescadores de Mero. Este pessoal estava a caminho da Ilha para passar a temporada pescando (em barquinhos menores) Meros, até encher o porão lotado de gelo.

Grande Mero

Provavelmente o maior Mero pescado na temporada, 200kg.

Muita história e estórias se passaram nestes 15 dias em que ficamos juntos, porque no final das contas não havia outra companhia na ilha e passamos a testemunhar o cotidiano desses homens do mar, que ainda utilizam métodos e equipamentos rudimentares de pesca.

Importante saber que a pesca deste peixe é hoje proibida no Brasil e que no período em que foram tiradas estas fotos a pesca do Mero ainda era permitida.

Para quem quiser saber mais, o Mero em inglês se chama Goliath Grouper,e seu nome cientifico é Epinephelus itajara.

A seguir, deixo algumas fotos do dia em que fui pescar em alto mar. Sem rádio, bússola, gps (haha),  pouca comida e muito sol.  Saímos da nave mãe as 3hs da manhã. Começaram a soltar o espinhel por volta das 5hs e voltamos para “casa” sãos e salvos por voltas das 18hs … um bela aventura!

Pesca de espinhel

Mero preso no espinhel, sendo puxado para o barco.

Peixe fresco

Peixe recém capturado e puxado para a embarcação.

Almoço

Cabeça de Mero sendo preparada para virar comida.

Para terminar este post, gostaria de mostrar de onde vinha a nossa comida. Como podem imaginar, nessa Ilha não havia restaurantes, lanchonetes, nem nada. Então fomos agraciados pela hospitalidade dos pescadores que dividiram sua única comida de todas as refeições: cabeça, bochecha, e testa de Mero cozida, com farinha.

Bon apetit!