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Caminhada Noturna pelo Centro de São Paulo.

Caminhada Noturna pelo Centro de São Paulo.

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Igatu

Localizada na Chapada Diamantina, Serra do Sincorá, Município de Andaraí (BA), a pacata Xique-Xique do Igatu foi uma cidade mineira, fonte de diamantes, abandonada quando este se esgotou. Destaca-se como local de interesse em geoconservação da história da mineração do Brasil.

Início da trlha da Rampa do Caim

Mapa Google de localiação da Rampa do Caim

Ruínas de Igatu :: tempo do garimpo ::

Tombada pelo IPHAN, renasce para o turismo científico multidisciplinar: há muita coisa interessante para biólogos, geólogos, geógrafos, historiadores, arqueólogos, sociólogos, estudantes, amadores … quem quiser.

Ruínas de abrigo garimpeiro.

Como em Serra Pelada | PA, ou qualquer outra área de mineração, o que importa é minerar, o resto é perda de tempo. Então o segredo para ganhar dinheiro num garimpo é vender comida ou qualquer outra coisa que possa ser comprada (é só lembrar-se do filme dos Trapalhões na Serra Pelada ou das famosas aventuras do Tio Patinhas na corrida do ouro pelos garimpos de Yukon, Alasca).

 

Eram estes lugares os principais alvos na busca de sedimentos misturados com diamantes.

Igatu é o início da caminhada da Rampa do Caim, lindo caminho que passa por antigas lavras de diamante, abrigos e casas de garimpeiros. E é nítido o tamanho do estrago deixado pelas atividades realizadas há mais de 150 anos.

 

A cor da água é causada pela influência da vegetação, sendo equívoca a sua relação com a presença de "ferro" na água.

Trata-se de uma trilha privilegiada porque se caminha pela parte alta na serra, em altitudes superiores a 900 metros, acima de vales profundos (rios Paty, Paraguaçu, entre outros). As rochas que ilustram grande parte desta trilha são arenito e conglomerados com cerca de 1,5 bilhões de anos (giga anos)

Vista da região chamada Marimbus

Certamente a flora e a fauna originais já não existem mais. As atividades de garimpo e mineração realizadas por lá foram tão agressivas e contundentes que foram revirados quase todos os seixos, grãos de areia, margem de rios e riachos (qualquer curso de água), e conglomerados que pudessem ter um pontinho de diamante.

 

Adam´s inspired

Serra do Sincorá :: uma influência do maestro Ansel Adams ::

Geologia na Calçada: turismo educativo no centro de São Paulo.

Como início das atividades, gostaria de contribuir com o turismo em São Paulo, mais precisamente no “centro velho”, ou  “cidade” como chamam os mais velhos.

A localização do escritório da Araribá na rua Barão de Itapetininga | República não é ocasional, mas totalmente intencional. Além das razões econômicas, transporte, fornecedores, identificação, etc, o Centro (o verdadeiro e oficial centro da cidade) pode ser encarado, observado e utilizado como museu a céu aberto de arquitetura, geologia, história e muitos outros temas.

Caixa Econômica Federal

Desenvolvemos roteiros de estudos, em aulas práticas e não formais, de matemática, geografia, história, literatura e física em pleno Centro Histórico de São Paulo devido a magnitude de objetos, locais, edifícios, galerias, lojas, museus, escolas, bibliotecas, ruas, calçadões, teatros, pontes e viadutos.

Como début destes roteiros diferentes apresento o artigo a seguir, resultado de um trabalho de formatura e de uma obsessão: rochas ornamentais utilizadas em edifícios, prédios, monumentos, calçadas, ou qualquer instalação que seja trabalhada em ROCHA.

Arenito Itararé

Ampliações do arenito glacial Itararé (normal, 10x e 300x)

A seguir o resumo, mapa do Roteiro e link para o pdf (site da UFPR)

Resumo

Rochas ornamentais têm sido o principal material de construção desde o passado mais remoto. Antigas civilizações empregaram estas rochas na construção de fortalezas, pontes, templos, castelos, palácios, casas e muralhas. Tais monumentos, muitos deles hoje em ruínas, constituem não somente o registro histórico de antigas culturas, mas também é fonte de informações sobre as tecnologias e condições sócio-econômicas do passado. O uso de rochas na construção apresenta um aspecto prático: são materiais naturais, duráveis, de fácil obtenção e que podem ser trabalhados em formas e dimensões específicas. A escolha é baseada essencialmente no seu aspecto estético (artístico), relevando-se as suas características geológicas, tais como composição química e mineralógica, texturas e estruturas primárias e secundárias, fatores esses  condicionantes das propriedades físicas e de fundamental importância para o seu desempenho tecnológico. Neste trabalho é proposto um roteiro geológico que tem como objetivo a observação de rochas ornamentais usadas na construção de monumentos históricos e fachadas de edifícios do centro da Cidade de São Paulo. Ele nos remete ao passado e permite examinar os principais tipos de rochas empregadas no contexto dos diferentes períodos históricos, econômicos e sociais da cidade.

roteiro sp

Roteiro geológico pelos edifícios e monumentos históricos do centro da cidade de São Paulo. Stern, Riccomini, Fambrini e Chamani (2006).In: Revista Brasileira de Geociências, volume 36, número 4. São Paulo. Brasil.

Para baixar o arquivo pdf na íntegra, basta seguir o link:  http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/rbg/article/view/10995/7417