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Barbados


Comunidade de Barbados: início de um contato promissor com a comunidade local, formada basicamente por pescadores que ainda preservam sua rica cultura.

Localizada no  Estuário de Paranaguá, estado do Paraná: a região tem avifauna única com bandos de papagaios chauás considerados em extinção [Amazona rhodocorytha], ninhal de biguás, colhereiros (contei 10 deles), Martim-pescadores. Os botos também sempre estão por lá, personagens indispensáveis nesse roteiro

Canoa de madeira, sotaque característico da região que combina muito bem com o Fandango cantado por artista de capa de livro, com rabeca feita de ‘pau’ de caxeta e araribá (!!!), e cataia, muita cataia.

O calor durante o verão é forte, altas temperaturas e altíssima umidade … resultando em noites com belas tempestades de raios.


 

Barbados reserva algumas surpresas, como o legado artístico do suíço Wilhelm Michaud que trocou Vevey pelo Superagui por volta de 1850. Suas pinturas e gravuras retratam uma época que muito mudou, num lugar que pouco mudou.

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Belém, Ver-o-Peso e arredores.

Um lugar interessante para entender o norte do Brasil. Para quem nunca foi, a amazônia é um bom começo. Uma bela porta de entrada ao ambiente onde tudo é medido na Escala Amazônica, grande.

Chuva na Baía de Marajó :: Belém ::

Chuva na Baía de Marajó :: Belém ::

Belém

Belém

Vista aérea do mercado Ver-o-Peso :: Belém :: Pará ::

Não posso deixar de comentar sobre as frutas – e seus respectivos sorvetes  (uxi, cupuaçu, murici, taperebá, bacuri, são tantos…) -, as verduras – mandioca brava, açaí, jambu -, os peixes – filhote, pirarucu, tambaqui, dorada, etc.  Tudo é diferente e novo. A ser descoberto o gosto, o cheiro, a textura, se agrada ou não…

Os pratos típicos: Tacacá, Maniçoba, Pato ao Tucupi acompanhado de jambu (anestesiante) e a pimentinha comari. Aquele calor todo com esses pratos quentes e apimentados é uma combinação maravilhosa e molhada!

Mercado Ver-o-Peso :: Belém ::

Mercado Ver-o-Peso :: Belém ::

Atenção ao histórico prédio do mercado, feito de metal, chapa e estruturas trabalhadas, vindas do Reino Unido no final do século XIX. Resistem um pouco oxidados e sujinhos… é possivel comer, ver o que sai daquele mato, daquela água.

 

 

 

 

Barraca das sementes :: Ver-o-Peso :: Belém ::

Barraca das sementes :: Ver-o-Peso :: Belém ::

Mercado Ver-o-Peso :: Belém ::

 

Pesca do Mero

Estaleiro na praia

Estaleiro na praia de Lençóis de Cururupu.

Você alguma vez teve aquele sentimento de querer ir parar em algum lugar totalmente inusitado no mapa?

Algum lugar sobre o qual você não saiba muita coisa, mas que naquele pedaço de papel parece ser muito interessante e promissor. Bem, eu já tive esta “sensação” muitas vezes, mas consegui por em prática esta impulsão algumas poucas vezes.

Estaleiro na praia

Nascer do sol em Lençóis de Cururupu

Uma delas foi quando, viajando com um grande amigo, descobrimos a Baixada de Tutóia, localizada nas Reentrâncias Maranhenses… e tentamos chegar na mística Ilha de Lençóis de Cururupu.

Mapa de localização da Ilha de Lençóis de Cururupu.

By Google.

Ao mover o zoom, poderá ver como é entrecortado e irregular o litoral entre a cidades de São Luis e Belém. Detalhes nos canais estuarinos de escoamento da gigantesca amplitude de maré  que enche e “vaza” os Apicuns e manguezais da região.

Local onde as lendas sobre o sumiço e o retorno de Dom Sebastião se misturam com lendas indígenas e africanas, contadas por pescadores tradicionais albinos, em uma duna nos arredores da vila … que deve ter uma centena de habitantes, casas de madeira e palha, ruas de areia, campo de futebol cheio de buracos de caranguejos e um poço de água incrivelmente potável distribuída manualmente por mulheres e crianças.

Para chegar a Ilha dos Lençóis do Cururupu, Maranhão, pegamos carona na ‘nave mãe’ de pescadores de Mero. Este pessoal estava a caminho da Ilha para passar a temporada pescando (em barquinhos menores) Meros, até encher o porão lotado de gelo.

Grande Mero

Provavelmente o maior Mero pescado na temporada, 200kg.

Muita história e estórias se passaram nestes 15 dias em que ficamos juntos, porque no final das contas não havia outra companhia na ilha e passamos a testemunhar o cotidiano desses homens do mar, que ainda utilizam métodos e equipamentos rudimentares de pesca.

Importante saber que a pesca deste peixe é hoje proibida no Brasil e que no período em que foram tiradas estas fotos a pesca do Mero ainda era permitida.

Para quem quiser saber mais, o Mero em inglês se chama Goliath Grouper,e seu nome cientifico é Epinephelus itajara.

A seguir, deixo algumas fotos do dia em que fui pescar em alto mar. Sem rádio, bússola, gps (haha),  pouca comida e muito sol.  Saímos da nave mãe as 3hs da manhã. Começaram a soltar o espinhel por volta das 5hs e voltamos para “casa” sãos e salvos por voltas das 18hs … um bela aventura!

Pesca de espinhel

Mero preso no espinhel, sendo puxado para o barco.

Peixe fresco

Peixe recém capturado e puxado para a embarcação.

Almoço

Cabeça de Mero sendo preparada para virar comida.

Para terminar este post, gostaria de mostrar de onde vinha a nossa comida. Como podem imaginar, nessa Ilha não havia restaurantes, lanchonetes, nem nada. Então fomos agraciados pela hospitalidade dos pescadores que dividiram sua única comida de todas as refeições: cabeça, bochecha, e testa de Mero cozida, com farinha.

Bon apetit!