Araribá

Belém, Ver-o-peso e arredores.

November 8, 2009 · Leave a Comment

Um lugar interessante para entender o Brasil do norte. Para quem nunca foi a amazônia é um bom começo. Uma bela porta de entrada ao ambiente onde tudo é medido na Escala Amazônica, ou seja grande.

Chuva na Baía de Marajó :: Belém ::

Chuva na Baía de Marajó :: Belém ::

Belém

Belém


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Vista aérea do mercado Ver-o-Peso :: Belém :: Pará ::

Não posso deixar de comentar sobre as frutas e seus respectivos sorvetes  (uxi, cupuaçu, murici, taperebá, bacuri, são tantos…), verduras (mandioca brava, açaí, jambu), peixes (filhote, pirarucu, tambaqui, dorada, etc.) …  é tudo diferente e novo. A ser descuberto o gosto, cheiro, textura, se agrada, ou não.

Os pratos típicos: Tacacá, Maniçoba, famoso e gostos Pato ao tucupi, acompanhado de jambu (anestesiante) e a pimentinha comari. Aquele calor todo com esses pratos quentes e apimentados … é uma combinação maravilhosa e molhada!

Mercado Ver-o-Peso :: Belém ::

Mercado Ver-o-Peso :: Belém ::

Historicamente o prédio do mercado, feito de metal, chapa e estruturas trabalhadas, vindas do Reino Unido no final do século XIX. Resistem, um pouco oxidados e um pouco sujinhos … é possivel comer, ver o que sai daquele mato, daquela água.

Barraca das sementes :: Ver-o-Peso :: Belém ::

Barraca das sementes :: Ver-o-Peso :: Belém ::

Mercado Ver-o-Peso :: Belém ::

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Siriema ‘Cariama cristata’

November 8, 2009 · Leave a Comment

Queria mostrar aos leitores uma nova fonte de informação sobre avefauna, isso estava faltando. Escolhi a Siriema porque gosto do canto.

http://www.wikiaves.com.br/

Seriema

O nome Seriema deriva das palavras em tupi “çaria” (= crista) + “am” (= levantada). Ave típica dos cerrados do Brasil, a seriema possui porte imponente e cauda longa.

Siriema::  Cariama cristata ::
Siriema:: Cariama cristata ::

Características

Sua plumagem é cinza-amarelada, com finas riscas escuras: abdomên um pouco mais claro, bico e pernas vermelhos. Tem a crista formada por um tufo de penas longas, com cerca de 12 cm. É uma das poucas aves que possuem pestanas. Atinge uma altura média de 70 cm, podendo chegar a 90 cm de comprimento e pesar até 1,4 kg.

Seu canto é marcante, podendo ser ouvido a mais de 1 km. Seus gritos, seja de uma ave solitária, seja de um casal em dueto, são altos e longos. Parecem longas risadas, as quais vão acelerando-se e aumentando de tom à medida que a ave repete o canto. Pode permanecer gritando por vários minutos a fio.

siriema inteira

Alimentação

Sua alimentação é semelhante a um gavião, comendo desde insetos até pequenos vertebrados. Graças ao hábito de comer cobras, é protegida pelos fazendeiros e sitiantes. Pode ficar acostumada à presença humana e freqüentar os jardins das casas.

Hábitos

Comum em cerrados, campos sujos e pastagens, sendo beneficiada pelo desmatamento. Anda pelo chão, aos pares ou em pequenos bandos. Se perseguida, foge correndo, deixando para voar somente se muito pressionada, chegando a atingir velocidades superiores a 50 km/h antes de levantar vôo.

Para ouvir o canto da Siriema, siga o link para o site do Wikiaves,  excelente canto, um clássico brasileiro.

abre a boca siriema
Siga o link para ouvir o cantar da siriema.

Distribuição Geográfica

Presente em áreas abertas desde o Maranhão e sul do Pará até o oeste do Mato Grosso; ausente em áreas amplamente florestadas da Amazônia. Encontrada também na Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Referências

http://www.wikiaves.com.br/seriema

Acesso 07 de novembro de 2009

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Estrada Real e Niemeyer

November 5, 2009 · Leave a Comment

Estava pensando em como apresentar a Estrada Real de uma forma diferente.

Estrada a qual me refiro é aquela que era utilizada, durante o período colonial, para transportar metais e outros produtos de valor para Paraty … mar e depois: Portugal. Entre o natal e o ano novo de 2008 para 2009, percorri cerca de 3.000km entre  SP-Paraty- Diamantina – SP.

Um caminho com legado histórico e cultural único, arquitetura colonial e moderna, culinária fantástica (costelinha com canjiquinha ou lombo com proto de samambaia), pedras preciosas e ladeiras, muitas ladeiras…

Mapa Estrada Real

Mapa Estrada Real ::www.estradareal.org.br ::

Mas ao invés de descrever o colonial barroco, e as montanhas, quero deixar marcar cada obra do Niemeyer que apareceu na frente da minha lente durante a jornada pela Estrada Real.

:: Paraty ::

:: Paraty ::

Saímos de Paraty e até ali, nenhum Niemeyer. Topamos o primeiro em Belo Horizonte: a Igreja da Pampulha … não tirei mais fotos pois havia uns cavaletes que atrapalhavam o enquadramento.  Isso porque era véspera de ano-novo, e haveria uma baita festa a noite, fogos e os escambau … mas choveu! Foi isso mesmo, choveu e muito.

Belo Horizonte :: Minas Gerais :: Brasil

Igreja São Francisco, Pampulha, Niemeye

Em Belo Horizonte, tirei algumas fotos de prédios na Praça Liberdade.

Praça da Liberdade :: Belo Horizonte ::

Praça da Liberdade :: Belo Horizonte ::

Vista do Grande Hotel Ouro Preto

Vista do Grande Hotel Ouro Preto

O Grande Hotel de Ouro Preto, localização ótima. Fico sempre que posso e recomendo. No hall há um grande desenho a carvão deixado como lembrança pelo artista.

E por fim, Hotel Tijuco em Diamantina, para mim uma das melhores cidades de todas de todo o caminho, perdeu somente por Serro. Mas em Serro não tem nenhum Niemeyer, mas como foi a melhor, resovi coloca-la nesse post.

Hotel Tijuco :: Diamantina ::

Hotel Tijuco :: Diamantina ::

Diamantina, ou Arraial do Tijuco. Terra de diamante, Chica da Silva, Eschweg, da Formação Galho do Miguel (em homenagem ao Prof Quimeneu) do final, ou inicio de Estrada Real.  E que tem um monte de obras do Niemeyer para ver no caminho!

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O Cerrado

November 2, 2009 · Leave a Comment

O Sertão, centro-oeste: cerrado, as escarpas de arenito, veredas, cavernas, pinturas rupestres, rios cristalinos, frutas únicas, pássaros, buritis, cristais de quartzo …  compõem um dos cenários mais brasileiros de todos. Sem dúvida nenhuma.

Apresento algumas fotos, e até um vídeo, que fiz durante minhas andanças por ‘cerrrados’ brasileiros.

Buritizal

Burutis de uma vereda, cenario de cerrado.

Araras sobre o buritizal. Goiás.

Voo de araras em uma vereda no cerrado de Goiás.

Algumas informações sobre o Bioma Cerrado:

  • Ocupa 24% do território nacional, pouco mais de dois milhões de quilômetros quadrados., restam 61,2% desse total.
  • É a segunda maior formação vegetal brasileira depois da Amazônia, e savana tropical mais rica do mundo em biodiversidade.
  • Concentra nada menos que um terço da biodiversidade nacional e 5% da flora e da fauna mundiais.

(extraído do site da Embrapa, 2009, http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/Abertura.html)

Arenito Urucuia

Escarpas de arenito em veredas de Góias

Há inumeras cavernas em cerrado, locais onde há ocorrência de rochas carbonáticas e feições cársticas, como o exemplo das Cavernas do Parque Estadual de Terra Ronca – PETER – Goiás.  Recomendo a visita ao local para pessoas que busquem um contato mais íntimo com a natureza.

Terra Ronca 2

Dolina colapsada cortando o conduto da caverna Terra Ronca 2.

Lindas cavernas que exigem um pouco mais de fôlego, e outras necessitam cordas e outros equipamentos de segurança nem pense em sair por ai sozinho, contrate sempre um guia local.

Fornos de carvão

Fornos de barro utilizados para tranformar a vegetação nativa do cerrado em carvão vegetal.

Infelizmente nem tudo são rosas, há destruição no cerrado. Plantas frutíferas como a Cagaita, Mangaba, Puçá, Cajuzinho, medicinais como o Barbatimão, Jatobás e muitas outros patrimônios naturais são cortadas dentro e fora de áreas de proteção, e  tranformadas em carvão e dar lugar a soja.

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Pesca do Mero

October 31, 2009 · Leave a Comment

Estaleiro na praia

Estaleiro na praia de Lençóis de Cururupu.

Você alguma vez teve aquele sentimento de querer ir parar em algum lugar totalmente inusitado no mapa?

Algum lugar que você não saiba muita coisa, mas que naquele pedaço de papel parece ser muito interessante e promissor. Bem, eu já tive esta “sensação” muitas vezes, mas consegui por em prática esta impulsão algumas poucas vezes.

Estaleiro na praia

Nascer do sol em Lençóis de Cururupu

Uma delas foi quando, junto com grande amigo, acabamos viajando e

descobrindo a Baixada de Tutóia, localizado nas Reentrâncias Maranhenses … e tentamos chegar na mística Ilha de Lençóis de Cururupu.

Mapa de localização da Ilha de Lençóis de Cururupu.

By Google.


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Ao mover o zoom, poderá ver como é entrecortado e irregular o litoral entre a cidades de São Luis e Belém. Detalhes nos canais estuarinos de escoamento da gigantesca amplitude de maré  que enche e “vaza” os Apicuns e manguezais da região.

Local onde lenda sobre, o sumiço e retorno de, Don Sebastião, se misturam com lendas indígenas e africanas, contadas por pescadores tradicionais albinos, em uma duna nos arredores da vila … que deve ter uma centena de habitantes, casas de madeira e palha, ruas de areia, campo de futebol cheio de buracos de caranguejos e um poço de água incrivelmente potável distribuída manualmente por mulheres e crianças.

Para chegar a Ilha dos Lençóis do Cururupu, Maranhão, pegamos carona com esses na ‘nave mãe’ de pescadores de Mero. Este pessoal estava a caminho da Ilha para passar a temporada pescando (em barquinhos menores) Meros, até encher o porão lotado de gelo.

Grande Mero

Provavelmente o maior Mero pescado na temporada, 200kg.

Muita historia e estórias se passaram nestes 15 dias em que ficamos juntos, porque no final das contas não havia outra companhia na ilha e passamos a testemunhar o cotidiano desses homens do mar, que ainda utilizam métodos e equipamentos rudimentares de pesca.

Importante saber é que a pesca deste peixe é proibida no Brasil e que no período em que foram tiradas estas fotos a pesca do Mero ainda era permitida.

Para quem que saber mais, o Mero em inglês se chama Goliath Grouper,e seu nome cientifico é Epinephelus itajara.

A seguir, deixo algumas fotos do dia em que fui pescar em alto mar. Sem rádio, bússola, gps (haha),  pouca comida e muito sol.  Saímos da nave mãe as 3hs da manhã. Começaram a soltar o espinhel por volta das 5hs e voltamos para “casa” sãos e salvos por voltas das 18hs … um bela aventura!

Pesca de espinhel

Mero preso no espinhel, sendo puxado para o barco.

Peixe fresco

Peixe recém capturado e puxado para a embarcação.

Almoço

Cabeça de Mero sendo preparada para virar comida.

Para terminar este post, gostaria de mostrar de onde vinha a nossa comida, como podem imaginar nessa Ilha não havia restaurantes, lanchonetes, nem nada. Então fomos agraciados pela hospitalidade dos pescadores que dividiram sua única comida de todas as refeições: cabeça, bochecha, e testa de Mero cozida, com farinha.

Bon apettit!

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Geologia na Calçada: turismo educativo no centro de São Paulo.

October 17, 2009 · 1 Comment

Como inicio das atividades, gostaria de contribuir com o turismo em São Paulo, mais precisamente no “centro velho”, ou  “cidade” como chamam os mais velhos.

A localização do escritório da Araribá não é ocasional (na República), mas totalmente intencional. Além das razões econômicas, transporte, fornecedores, identificação, etc., o Centro (o verdadeiro e oficial centro da cidade) pode ser encarado, observado e utilizado como museu a céu aberto de arquitetura, geologia, história e muitos outros.

Caixa Econômica Federal

Desenvolvemos roteiros de estudos, em aulas práticas e não formais, de matemática, geografia, história, literatura e física em pleno Centro Histórico de São Paulo devido a magnitude de objetos, locais, edifícios, galerias, lojas, museus, escolas, bibliotecas, ruas, calçadões, teatros, pontes e viadutos.

Como debut destes roteiros diferentes apresento o artigo a seguir, resultado de um trabalho de formatura e de uma obsessão: rochas ornamentais utilizadas em edifícios, prédios, monumentos, calçadas, ou qualquer instalação que seja trabalhada em ROCHA.

Arenito Itararé

Ampliações do arenito glacial Itararé (normal, 10x e 300x)

A seguir o resumo, mapa do Roteiro e link para o pdf (site da UFPR)

Resumo

Rochas ornamentais têm sido o principal material de construção desde o passado mais remoto. Antigas civilizações empregaram estas rochas na construção de fortalezas, pontes, templos, castelos, palácios, casas e muralhas. Tais monumentos, muitos deles hoje em ruínas, constituem não somente o registro histórico de antigas culturas, mas também é fonte de informações sobre as tecnologias e condições sócio-econômicas do passado. O uso de rochas na construção apresenta um aspecto prático: são materiais naturais, duráveis, de fácil obtenção e que podem ser trabalhados em formas e dimensões específicas. A escolha é baseada essencialmente no seu aspecto estético (artístico), relevando-se as suas características geológicas, tais como composição química e mineralógica, texturas e estruturas primárias e secundárias, fatores esses  condicionantes das propriedades físicas e de fundamental importância para o seu desempenho tecnológico. Neste trabalho é proposto um roteiro geológico que tem como objetivo a observação de rochas ornamentais usadas na construção de monumentos históricos e fachadas de edifícios do centro da Cidade de São Paulo. Ele nos remete ao passado e permite examinar os principais tipos de rochas empregadas no contexto dos diferentes períodos históricos, econômicos e sociais da cidade.

roteiro sp

Roteiro geológico pelos edifícios e monumentos históricos do centro da cidade de São Paulo. Stern, Riccomini, Fambrini e Chamani (2006).In: Revista Brasileira de Geociências, volume 36, número 4. São Paulo. Brasil.

Para baixar o arquivo pdf na íntegra, basta seguir o link:  http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/rbg/article/view/10995/7417

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